27.3.09

Wimbledon

Cati: como foi a chegada de Liu em Londres? ela ta bem? ja esta devidamente instalada?
Tia Lena: ta bem. voce nao soube? ela acabou nao ficando na casa de familia como tinha planejado, disse que a casa era uma bagunca e que a moca tinha esquecido que ela ia chegar naquele dia. acabou ficando na casa de Adriana e ja encontrou um outro lugar para morar (quarto).
Cati: que bom que Adri estava la e que deu tudo certo:)

Foi ai que eu me lembrei da minha experiencia com casa de familia quando fui para Londres em 2002...

Logo que cheguei fiquei na casa de Adriana e Ayres, mas ja tinha programado ficar em casa de familia por 4 semanas o tempo que levaria para 2 'amigas de amigas' de Salvador (Mona e Sara) chegarem em Londres e entao podermos morarmos juntas em algum lugar.

Eu sempre achei esse negocio de casa de familia meio estranho. Ja nao basta a nossa familia, quem em sa consciencia ia escolher morar com outra familia, outros costumes, outras regras, outras desavencas? Ficava impressionada com os colegas do colegio que faziam intercambio em casa de familia nos EUA e voltavam chamando a galera de 'pai, mae, irmao(a)', ui!!!

Eu tava taooo feliz de sair de casa pela primeira, sem minha familia, para ir morar com outra:O Pensar nessas coisas me dava aflicao. Sem contar o $$$, casa de familia custava o dobro de um quarto - dividindo com outras pessoas, claro.

Acontece que o negocio de morar em casa de familia em Londres eh realmente "o negocio". Da dinheiro, ajuda a pagar as contas e ponto final. Aquela ideia de que voce vai conviver com a familia, aprender novas culturas, conversar em ingles... fica so na ideia mesmo.

A minha homestay foi super clara no primeiro dia me mostrando o meu quarto, cozinha (apenas para o cafe da manha), banheiro e maquina de lavar roupa. O quarto tinha TV e uma mesinha = nao tinha necessidade de ficar perambulando pelo resto da casa.

A 'familia' se resumia a dona da casa e um filho de uns 20 anos, punk e com cara de pouquissimos amigos. Tambem moravam na casa eu e outro estudante coreano - em outro quarto - que nao falava nada de ingles (igual a mim!) e eu so vi 2 vezes.

Como eu havia previsto, nao gostei do lugar. Para piorar a situacao, a casa tinha alarme contra ladrao e sempre que alguem saia/entrava na casa tinha que ligar/desligar o tal alarme com um codigo. Para evitar comunicacao interna, na entrada da casa tinha um papel com os nomes das pessoas que moravam na casa e do lado out/in.

Acontece que eu sou uma pessoa lesa + esquecida = m.......

Na primeira semana cheguei em casa, nao desliguei o alarme e fui tomar banho ao som de: alarme da casa + carro de policia + carro de bombeiros. Afe! eu nao sabia se me fingia de surda ou se saia correndo com o shampoo na cabeca - era marco e ainda fazia muito frio.

Resultado: levei a maior bronca da dona da casa! Eu nao entedia muito, mas deu para perceber que ela ficou super chateada e disse que ia pagar uma multa cara pelo falso alarme. No dia seguinte sai para resolver minha situacao, fomos eu e meu dicionario para o posto policial que ficava no caminho do metro. O policial me explicou que a multa so seria cobrada depois do terceiro alarme falso e que nao era para eu me preocupar:)

Nessa mesma semana tambem fiz um curso de ingles gratuito em uma outra escola. No primeiro dia de aula eu conheci um brasileiro que me falou de uma vaga em um quarto na casa de uns amigos dele. Fui ver a casa no mesmo dia e decidi me mudar para la.

Passei 3 dias seguidos no pe do responsavel pela acomodacao de estudantes em casa de familia ate convence-lo a me devolver o dinheiro das semanas restantes. Ele dizia que era impossivel, eu dizia que nao ia morar mais la e passava os intervalos da aula na sala do cara, comia meu sanduiche, fazia meus exercicios, olhava para ele com cara de muito coitadinha-sofredora... No terceiro dia ele finalmente conseguiu um acordo com a dona da casa e me devolveu o dinheiro:) Quando tava saindo da sala ele falou: "essa casa eh sempre um problema, todas as vezes acontece isso!" :P

Eu acho que sou a unica pessoa que quando ouve falar em Wimbledon lembra de casa de familia e nao de tenis, hihi.

Fiquei 2 semanas na casa desses brasileiros e era conhecida na casa como a amiga de 'fulano', o brasileiro que eu conheci no meu primeiro dia de aula - ultimo dia dele - e nunca mais vi de novo na vida!!! Se em um mes eu morei em 3 casas diferentes: Adriana, casa de familia, casa dos brasileiros, nao eh de estranhar que tenha morado em 8 lugares diferentes em 11 meses...

As 'amigas de amigas' chegaram de Salvador e nos mudamos para uma outra casa, eramos nos 3 + uma paulista (Alessandra) no mesmo quarto (!!!), 2 brasileiros, 2 portugueses e um casal de italianos. Foi nessa casa que viramos amiga-irmas =)

Sara, Mona, eu e Alessandra- Boomerang Bar, Salvador, julho de 2008

26.3.09

Ulu Watu

Uluwatu eh um dos muitos templos de Bali e tambem o nome de uma praia bem pequena e super bonita - com agua limpa - que foi a minha preferida. O acesso a praia eh mais dificil porque tem que descer umas escadas sem fim (lembra Itacare), mas vale super a pena.

Vista da praia de cima do templo.


O templo ao fundo. Nos estamos com cara de exaustos porque para chegar ate aqui eh uma boa andanda, alem da descida/subida para a praia.
O templo eh lotado de macacos! É bom ter cuidado porque eles 'roubam' objetos pessoais metendo as maozinhas nos bolsos e bolsas dos turistas.
Não se pode entrar em nenhum templo de Bali com as pernas de fora, tem que vestir o sarong + faixa e deixar uns trocados pelo aluguel.

Uma parte da nossa caminhada para chegar ate o templo que fica em cima de um penhasco.
Tentando posar para a foto enquanto o macaco-safado tenta pegar o meu brinco :O

O melhor horario para visitar Ulu Watu eh no final da tarde porque tem uma apresentacao de Kecak Fire Dance. O sol se pondo no mar ao fundo eh o cenário para a apresentação, bem bonito!
Arrumando as oferendas.
Moldura para o templo :)

A trilha sonora da apresentacao: homens vestidos de sarong, flor vermelha no cabelo fazendo sons-mantra com a boca durante 1h :O :O :O Da para ver aqui.

Dancarina balinesa.

Por do sol

Fogo!

Bu!

Comprinhas em Ubud Market =)

24.3.09

Ubud market - Bali

Ubud eh uma cidadezinha bem fofa que fica a 1h de carro de Kuta. Fomos la passar o dia e conhecer o famoso Market. La sim, tem coisas bem bonitas!

Sarongs, tecidos, sedas...



Detalhe para o 'pinto' de madeira que era vendido em varios lugares e para a maquina calculadora;)

Da para montar uma casa super estilosa so com as coisas da feirinha:)




=D

Galeria de arte ao ar livre!

Detalhe para o teto

21.3.09

"Ufa, Cati-cati!
Acaboooou! Quer dizer, acabou médio! Acaba mesmo quando entregar a versão final, capa dura e blá blá blá Até lá, aindo me sinto "em dívida".
Foi tudo muito legal e até tranquilo.
Fiquei muito feliz de Bel ter vindo. A presença dela fez toda diferença (como sempre, aliás...) hihihi
Eu estava calma, mas tinha tomado um remédio (propanolol) que bloqueia os sinais de cagaço (tremedeira, sudorese, etc). Parecia que eu era uma retadona e que não tava nem aí. ;)
Fiquei satisfeita com o trabalho e a banca foi muito respeitosa com minha pesquisa. Fizeram muitas sugestões (meda), mas nada fora do esperado.
Algumas serão consideradas e outras não. De todo modo, me aprovaram sem restrições. Mas eu sou muito boazinha e vou fazer as alterações necessárias :)
O resumo da pesquisa será alterado! Uma das professoras pediu que o objetivo geral ficasse mais claro.

Olha a dedicatória que o irmão ganhou:

"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo, tinha medo de tudo quase: cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre." Antônio Bivar
Para Vitorzinho, que é inspiração, presença e saudade.

Depois escrevo mais. Bjs, Fafau"

Pequena-grande-Fafau

Na defesa

So alegria :)

RESUMO
A pesquisa pretende contribuir com as discussões sobre os desafios e possibilidades de execução de cursos superiores para os povos do campo de acordo com os pressupostos da educação do campo. Para tanto, apresenta duas grandes categorias de análise: o modo de produção de conhecimento e a relação entre universidade e movimentos sociais do campo. Trata-se de um estudo de caso sobre o curso de Pedagogia da Terra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - convênio UFRN/Incra/MST que analisa diferentes modos de produção de conhecimento e de organicidade na gestão do curso. Traz referências à luta dos movimentos sociais do campo pelo direito à educação. Analisa as questões históricas que influenciaram a produção científica nas universidades públicas, na perspectiva de Marilena Chauí e Boaventura de Sousa Santos e aborda as teorias sobre currículo e formação de professores. A pesquisa constou, primeiro, de um levantamento dos convênios firmados entre o Pronera e as Instituições Federais de Ensino Superior para o funcionamento dos cursos de Pedagogia, até o mês de dezembro de 2007. O estudo de caso foi realizado junto à segunda turma do Curso de Pedagogia da Terra da UFRN. Os dados foram analisados e organizados em quatro dimensões. Quanto à gestão do curso, evidenciaram-se tensões decorrentes de uma postura fragmentada em relação aos espaços de gestão do movimento e da universidade, embora a prática tenha demonstrado novas possibilidades de articulação. O currículo por alternância ainda é uma dinâmica desafiadora. A interdependência entre tempo escola e tempo comunidade, idéia fundamental da pedagogia da alternância, não é entendida nem pelo projeto do curso, nem pelos sujeitos nele envolvidos. A predominância da cultura escolar ainda é muito forte, fazendo com que o tempo comunidade seja pensado como mero apêndice do tempo escola. Constatou-se que a universidade é desafiada a repensar as relações de produção de conhecimento e as práticas pedagógicas a partir das demandas da Educação do Campo, a se responsabilizar pelas condições materiais oferecidas aos estudantes, e a investir na construção de uma ecologia de saberes. Por fim, constatou-se a necessidade de complexificar as visões mútuas entre a universidade e os sujeitos do campo, no sentido de contribuir para a construção de novos paradigmas na educação.

Palavras-chave: Educação do Campo, Currículo, Formação de Professores, Universidade, Modo de produção de conhecimento.

15.3.09

Flower power

Baleio de oferendas. Nao sao lindas? Cestinhas feitas de palha de coqueiro, dentro tem flores, arroz e incensos.
Uma das coisas que eu mais gostei em Bali foi da relacao das pessoas com as flores. Tem em tudo que eh lugar, de todas as cores, tamanhos, arrumacoes. Nas lojas, no cabelo, no banheiro, no restaurante (uma garrafinha com uma florzinha dentro faz bem para os olhos e pra alma!), nas arvores, muito lindo!

Ate no taxi :)

Pela rua

Incenso, incenso, incenso!

Banheiro

Hihi

Aqui

Ali

Em qualquer lugar!

Essa eu gostei: enquanto a gente faz massagem fica olhando a cestinha de flores =)

Outra coisa muito legal de Bali: seguranca. Da para andar com maquina fotografica na mao, caminhar na praia de noite, tirar dinheiro do caixa eletronico a qualquer hora... U-hu!

***
Adotei total a cultura das flores aqui em casa =)
Saio andando pela rua catando* flores, qualquer uma. Minha mae contava que quando eu nasci Vitorzinho fez uma poesia pra mim:
Catarina cata flores no jardim
Haha, eu sempre gostei da rima dele, Vitorzinho Nostradamus :)
Florzinhas catadas pela vizinhaca, cartao de minha Vo Dalva, canequinhas que tia Lena deu, porta canecas (pintado por mim) e prato colorido do brecho!

O meu banheiro agora fica muito mais bonito!

Turistando

Ainda na praia de Kuta beach, a gente ve de tudo um pouco. Tem muitos ambulantes como no Brasil, so nao vi queijo coalho. A diferenca eh que eles se protegem do sol com chapeu, calca e blusa de manga comprida. Alias, eu acho que o pessoal nao gosta muito de sol e ficar bronzeado. A gente ve muitas mulheres usando maquiagem no rosto, uma base-mascara de cor mais clara do que a do resto do corpo (deve ser para 'esbranquicar') que fica muito esquisito. Na televisao eu vi varias propagandas desses cremes.
Alias, eu adorei a TV de Bali, uma comedia. As novelas sao tipo as nossas brasileiras, bem dramaticas, a mulherada chorando, falando alto... adorei. Tem tambem uns programas de auditorio no estilo Chacrinha + Ratinho + Silvio Santos super divertidos. Nas cenas de nudez (era uma mulher no chuveiro) dos filmes estrangeiros, a imagem do corpo da mulher fica embassada. Nao vi nenhuma cena de sexo, nao deu para saber se eles cortam ou embassam a cena. Nunca vi ninguem se beijando na rua, mas onde eu fiquei era tudo muito turistico, nao foi a vida como ela eh, o que eh uma pena.






Eu acho que esse chapeu eh do Brasil, haha
Claro que Bali nao eh so Kuta Beach, e tem os seus lugares mais paradisiacos como os Resorts 5 estrelas. Nesses lugares tudo eh lindo, limpo, calmo e o unico barulho que se ouve vem das cascatas das piscinas, das fontes dos jardins (que sao lindooos!) cheios de bonsais e flores, muitas flores ou musica balinesa para relaxamento. Os garcons falam pouco e baixinho, mas nunca deixam o seu copo vazio. Nos hospedamos em um hotel bem legal e com um preco melhor ainda, mas se quisessemos poderiamos passar o dia em qualquer Resort proximo.
Deve ter muito gente que passa a semana nos Resorts e nem bota o pe na rua, ja que la tem tudo: decoracao de encher os olhos, lojas, restaurantes, mini templos, noites tematicas, dancas, musica ao vivo, atividades fisicas...
Esse nao era o nosso caso, mas era otimo passar uma parte do dia nesses lugares, passear nos Shoppings vendo os precos dos produtos (na rua nada tem preco, eh tudo na base da negociacao) sem ter ninguem no seu pe, ir no parque aquatico, zoologico...
Acho que Gilly tem razao quando disse que "o problema eh que somos muito mal acostumados com o Brasil e Australia, que tem praias e lugares super bonitos", haha
As vezes tinha vontade de pegar um taxi e pedir para o motorista me mostrar as casas das pessoas (pobre, classe media, ricos), bairros residenciais, escolas, supermercado local, saber o que eles comem no cafe da manha, almoco, jantar, o que fazem nos finais de semana, esporte preferido, essas coisas...

Essa eh a Bintang, a cerveja local :)
Gilly na vida que pediu a Deus...